1 INTRODUÇÃO
Com o efeito-estufa, o desmatamento e a poluição, a mídia e as ONG’s evidenciaram a preocupação com o meio ambiente, estimulando a busca por um padrão de vida sustentável, benéfico à natureza e que possa ainda assim proporcionar conforto. Sustentabilidade, por sua vez, define-se por algo não só correto, mas também possível e viável.
Com base na necessidade de criação de novas alternativas sustentáveis buscou-se um meio de trazer para a realidade de nossas casas a tecnologia e economia que algumas mudanças podem oferecer. Partindo do princípio de que a casa é a parte do planeta em que temos mais autonomia para modificar é também onde podemos fazer a maior diferença.
É vital que haja o cuidado da sociedade com o seu habitat, não só pela preservação de sua própria espécie, mas pela preservação de tantas outras incapazes diante da situação ecológica atual. Através de medidas reais e possíveis a população pode cuidar do planeta em que vive, com pequenas atitudes.
Apresentaremos ao longo desse trabalho diversas maneiras de ter uma vida confortável, ecologicamente correta e que não depende de valores exorbitantes, com dicas e opções de curto e médio prazo para um meio-ambiente mais saudável, com o objetivo de uma mudança real na forma de cuidar da natureza disponibilizamos meios para que cada um faça a sua parte.
2 AQUECIMENTO NÃO-POLUENTE
Brenda Fiorin Ramão
Comprovadamente os maiores gastos energéticos de uma casa estão ligados ao aquecimento, seja da água ou do ambiente em si. Isso se dá pelo fato que os equipamentos resistores (que transformam energia elétrica em calor) consomem mais do que equipamentos que produzem trabalho ou som.
Através de uma pesquisa feita sobre o gasto energético de uma residência sob a orientação do professor Giovani Bortoluzzi Soares constatamos que o chuveiro elétrico consome 47,96% da energia total. Logo atrás vem os sistemas de manutenção da temperatura do ambiente, o que engloba o ar-condicionado e as estufas portáteis, que variam seu consumo de acordo com o mês e a estação do ano.
Existem opções que não utilizam da energia elétrica, como as lareiras por exemplo, mas a liberação de gás carbônico pela queima de madeira não faz desse tipo de aquecimento uma alternativa ecologicamente correta. Também é preciso ressaltar que a madeira utilizada nas residências para esse fim nem sempre conta com certificados que garantam a sua origem, o que faz com que o consumo de madeira de baixa qualidade para a queima estimule a derrubada de árvores em lugares inapropriados, acentuando assim o desmatamento, que por sua vez interfere na vida das espécies animais que habitam esses ecossistemas.
Aquecer uma casa de uma forma que não agrida o meio ambiente e que reduza a demanda de eletricidade é, portanto, uma das formas mais acessíveis de reforma ecológica, por diminuírem as contas de luz ao mesmo tempo que cuidam da natureza. Medidas baratas podem e devem ser tomadas para um aquecimento ideal da residência.
Se a intenção é resfriar o ambiente o telhado pode vir a ser muito útil. O material, o acabamento e a cor fazem com que a absorção de energia mude, tornando a casa mais ou menos quente. Segundo Racine Prado, professor de física das construções da USP (SUPERINTERESSANTE, dezembro de 2007, p. 63) “Com as superfícies externas da casa pintadas de branco, menos calor penetra na casa e a temperatura interna pode variar até 5°C.”
Pintar telhados e paredes de branco pode fazer com que até 90% da luz incidente seja refletida, já que a tinta dessa tonalidade rebate de 50 a 90% dos raios solares. Enquanto isso a tinta vermelha ou marrom só reflete de 20 a 30% e as cores laranja e cinza ficam na média dos 30e 50% respectivamente. (SUPERINTERESSANTE, dezembro de 2007, p. 63)
O uso de um telhado branco é uma escolha simples e de preço acessível, todavia só é eficiente se for possível limpa-lo a cada três meses, pois a sujeira acumulada o escurece, reduzindo assim o nível de reflexão da luz incidente. Nesses casos o uso de telhas cerâmicas e vitrificadas pode ser a melhor opção, por também refletirem um certo grau de luz e não precisarem de tantos cuidados.
Mantas térmicas também reduzem a absorção do calor proveniente do sol, impedindo ainda a passagem de poeira e água. Essas mantas podem receber uma coberta de outros produtos para proporcionar excelente isolamento contra o calor e o frio. Sua capacidade em manter o calor fora de casa no verão e dentro no inverno faz com que elas possam ser utilizadas em áreas com grandes amplitudes térmicas, por se ajustarem ao tempo.
Outra alternativa, agora para regiões de clima mais frio, é a instalação de um sistema de aquecimento solar, através de placas que captam o calor emitido pelos raios solares e o repassa para dentro da residência. Contudo um fator deve ser bem estudado para que o rendimento de um sistema como esse possa render resultados significativos: a insolação que a casa recebe. Em locais que recebem pouco sol ou o recebem por um período muito pequeno do dia os resultados se tornam quase imperceptíveis.
Existem hoje sistemas de aquecimento pelo piso da casa através de serpentinas com um ciclo fechado de água que podem ser aquecidas com energia elétrica ou gás. Muitos defendem que os pisos radiantes são altamente ecológicos, porém utilizam energias poluentes e consumem bastante, o bom é que seu aproveitamento é maior do que o dos aquecedores convencionais pela tendência natural do ar quente “subir” em função de sua baixa densidade, aquecendo o ambiente de forma homogênea.
Seguindo o mesmo principio da baixa densidade do ar quente podemos manter a casa mais arejada no verão, para isso deve-se colocar basculantes na parte superior das paredes, pois o ar quente sairá por elas nos dias quentes, deixando a temperatura da casa mais agradável. Nos dias frios o simples fechamento dessas janelas impede que o calor fuja, pois o vidro é um ótimo isolante térmico.
Algumas opções de aquecimento sustentável podem exigir reformas e alguns custos iniciais, toda via esses investimentos são compensados em cerca de dois anos pela diminuição das contas de luz. Existem ainda receitas caseiras que com materiais alternativos e um pouco de trabalho produzem resultados semelhantes a custos menores, como por exemplo um aquecimento solar feito a partir de embalagens longa-vida.
Quando a radiação solar incide na superfície negra das embalagens longa-vida, estas absorvem a energia solar transferindo-a para a água que está dentro da tubulação. O fato de o alumínio refletir a radiação infravermelha permite que a energia solar não seja perdida dentro das embalagens longa vida e que grande parte da energia solar seja transformada em energia térmica, aquecendo a água.(DAMASIO; STEFFANI, Rev. Bras. Ensino Fís. vol.29 no.4 São Paulo 2007)
3 CONSTRUÇÃO E DECORAÇÃO SUSTENTÁVEL
Carolina dos Santos Stein
Nas casas ecológicas um dos aspectos principais é a escolha dos materiais que farão parte da construção. Em uma casa sustentável as paredes podem ser feitas de blocos de concreto estrutural, que possuem aberturas para a passagem de tubulações e fios elétricos, tijolos ecológicos, feitos de terra, água e uma pequena quantidade de cimento (os tijolos são prensados e não queimados como os tijolos comuns, que gastam também eletricidade em sua fabricação) ou ainda madeira reflorestada, a qual deve ser certificada.
Paredes feitas de plásticos PET chamam a atenção no projeto “Casa Fator 10”, cuja estrutura consome um décimo dos recursos ambientais de uma casa comum. Isso se dá pelo fato de as paredes plásticas absorverem o calor do Sol durante o dia e pela noite dissiparem-no pela casa toda, mantendo-a aquecida.
Para melhorar o uso da madeira, produto que nos dias atuais está levando as árvores à extinção pelo acelerado ritmo de desmatamento, foram criados plásticos que têm a aparência de madeira. Estes são melhor aproveitados por serem mais duráveis e permitem que a natureza complete deu ciclo sem perturbá-la, são as chamadas “madeiras plásticas”, cuja utilização é mais freqüente em áreas externas, como decks de piscinas. A madeira plástica é resistente a cupins, intempéries, roedores e pragas que possam vir a danificar a madeira.
Por sua vez, a madeira de demolição é uma forma de reutilizar árvores que antes seriam descartadas, a fim de que constituam material para a construção de paredes e móveis. Esses últimos, além de decorar a casa, ajudam a natureza, conforme a entrevista do pesquisador Márcio Nahuz, pesquisador do Centro Tecnológico de Recursos Florestais do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT): “O móvel de madeira mantém o carbono que iria para a atmosfera aprisionado por muito tempo, podendo ser usado por muitas gerações. Isso não acontece com os plásticos e o aço”. Recuperar móveis velhos ainda pode ser uma saída para a não-acumulação de lixo no planeta. Um móvel que está em bom estado pode ser reaproveitado na própria casa, doado ou vendido, evitando que ele vá para os aterros sanitários. Pode-se também reformar alguns móveis através de pinturas e polimentos.
Outras alternativas quanto a maneira de escolher um móvel são os vários tipos de cadeiras, mesas, “puffs” feitos de pneus e garrafas pet, os quais podem ser feitos mesmo em casa. Objetos decorativos podem ser obtidos através da reciclagem do plástico e retalhos de tecidos, diminuindo a poluição ambiental de uma forma bastante criativa.
Optar por tintas minerais na hora de pintar as paredes ajuda na redução do uso de produtos químicos voláteis, encontrados nas tintas normais. Como a tinta feita a base de terra, que não desbota com o tempo, é totalmente atóxica, a base de água e não agride o ambiente, assim como o cimento que é criado a partir de carbonato de cálcio e é uma saída para o modo de produção do cimento convencional. O carbono que passa nas chaminés das indústrias é posto em contato com o cálcio e, após a reação entre os dois, obtem-se o cimento. Mais carbono aprisionado dessa forma, e por conseguinte menos carbono na atmosfera.
Cinzas volantes: são os resíduos produzidos durante a queima do carvão. Para utilizar esse subproduto de maneira positiva, as empresas atualmente usam as cinzas volantes na produção de cimento. Usar cimento com cinzas volantes diminui a demanda pela criação de mais concreto, uma produção que libera dióxido de carbono na atmosfera.
Diversos edifícios ecológicos foram construídos ao redor do mundo. A empresa de tecnologia NOKIA, localizada em Beijing, na China, conseguiu reduzir 37% no consumo de água e cerca de 20% no consumo de energia quando comparado aos edifícios comuns. A empresa baseou-se em 30 técnicas de design que permitiram a redução.
O City Hall, em Chicago, possui um telhado ecológico, que consiste em construir um jardim no terraço de prédios e casas, a fim de regular a temperatura e aumentar as trocas gasosas do ambiente. A evapotranspiração e a sombra produzidas pelas plantas ajudam a eliminar o efeito da Ilha de Calor Urbana criado pelo excesso de superfícies reflexivas e impermeáveis nas cidades e nos subúrbios. Como as Ilhas de Calor Urbanas elevam a temperatura em áreas urbanas e suburbanas, elas acabam aumentando a demanda por aparelhos de ar-condicionado e iniciam um ciclo de consumo de energia que contribui para o aquecimento global.
Na hora de escolher os materiais para construir suas casas, a maioria das pessoas primeiro checa o preço de cada item para depois analisar a qualidade, muitas vezes não pensando na sustentabilidade que eles possam oferecer. O preço de um material ecológico na hora da compra pode ser maior comparado a um não-ecológico, entretanto as vantagens nos anos subseqüentes compensam o custo elevado. Os tijolos ecológicos não utilizam argamassa para aderência, pois encaixam-se na construção das paredes, economizando dinheiro por não necessitarem de colagem.
Permitir a passagem de ar através de janelas e portas de vidro diminuem o uso de ventiladores e ares condicionados, além de reduzir o consumo de lâmpadas, permitindo que a luz natural entre, conseqüentemente reduzindo o valor da conta de luz. Tais alternativas fazem com que o projeto de uma casa ecológica seja não só admirado, mas também viável, por haverem medidas que exigem baixos custos.
4 ECONOMIA REAL DE ENERGIA
Victor de Mello Palma
Nas ultimas décadas o ser humano vem aumentando as explorações nas reservas esgotáveis de combustíveis fósseis como o carvão, o petróleo e o gás natural que são limitados e causam danos no meio ambiente.
Os países cada vez mais investem nas aplicações da energia solar, desde as características do fluxo de radiação solar que chega a terra até a tecnologia necessária para viabilizar, em termos técnicos e econômicos, o máximo aproveitamento dessa energia. Além da importante tarefa de conscientização e sociocultural pelo uso de uma energia limpa e gratuita e a economia de energia elétrica convencional.
As placas ou coletores solares servem para captar a energia da luz do Sol e converte-la em energia elétrica. As suas células fotovoltaicas, feitas de materiais semicondutores de eletricidade, como o silicone, são as responsáveis por essa conversão. Quando tais células são iluminadas, ganham um pólo positivo e outro negativo, como uma bateria comum.
O efeito fotovoltaico foi descoberto, em 1887, pelo físico alemão Henrich R. Hertz (1857-1894). Esses geradores elétricos têm sido cada vez mais usados em aparelhos eletrônicos e em satélites. Fora da atmosfera terrestre, um sistema de placas solares é capaz de absorvem 14% da energia solar que incide nelas. Cada metro quadrado de coletor fornece 170 watts (pouco menos que três lâmpadas comuns de 60 watts).
O estúdio de arquitetura Gang em Chicago projetou o “Solstice on the Park”, um prédio que um ângulo de 71 graus das janelas capta a luz solar nos dias mais frios e mantém o ambiente agradável nos dias mais quentes. Os arquitetos posicionaram cada janela de forma diagonal, permitindo um efeito cintilante. O edifício terá 26 andares e 145 apartamentos. Cada ambiente foi construído pensando em criar áreas independentes e viradas para o sul, de forma que seja possível captar a luz solar no inverno, reduzindo custos com ar condicionados.
Segundo a equipe de execução, mais de um terço do prédio virá de recursos renováveis, como energia eólica e solar. Este foi um projeto custo razoável e que foi executado, criado com base dos ensinamentos matemáticos e consciência ambiental, sendo portanto uma idéia inovadora e inteligente.
Tomar banho de manhã também faz bem à natureza. Nos horários de pico o consumo pode superar a oferta de energia das hidrelétricas, se isso ocorre as termoelétricas são acionadas, o problema é que elas são muito mais poluentes.
5 REAPROVEITAMENTO E ECONOMIA DE ÁGUA
Gabriela Carli Baldiatti
Economizar água deve fazer parte do cotidiano de todos os cidadãos, um bem que está ao alcance de todos. Mas se existirem ações erradas, torna-se difícil que todas as pessoas tenham acesso a esta água.
Várias metodologias de economia de água estão disponíveis no mercado. Às vezes não é necessário gastarmos dinheiro para cuidar do planeta, pois com pequenas ações podemos ajudá-lo. Ações estas que são: nos certificarmos que não há nenhum vazamento em casa, tomarmos conhecimento que todas as hidras estão em pleno funcionamento, determinar um tempo moderado para banhos, cuidarmos as torneiras para que não tenham goteiras, reaproveitarmos a água que sai das máquinas de lavar roupas e muitas outras ações.
O mercado de construções sustentáveis tem crescido ao longo dos anos na questão da água. O comércio é grande, há várias opções de mercadorias que ajudam na economia da água. Vasos sanitários com duplo acionamento já fazem parte do cotidiano de muitos cidadãos. Uma nova tecnologia que está no seu auge é o piso drenante, um piso que ao invés da água ficar empoçada na calçada ela escorre por fendas e chega ao lençol freático. Torneiras com fechamento automático, também são uma alternativa de economia, as torneiras após 7 segundos se desligam automaticamente, evitando o desperdício de água.
Cada vez mais, designers vem desenvolvendo produtos para captação da chuva, como o designer holandês, Bas van der Veer, projetou uma canaleta, capaz de armazenar 5 litros de água, na qual já possui um regador e uma torneira acopladas, uma alternativa sustentável para a rega das plantas no jardim.
Estas alternativas ajudam e muito na economia da água no nosso cotidiano e principalmente o nosso planeta.
6 CUIDADOS QUE PROMOVEM A SUSTENTABILIDADE
Admir João Basso Junior
Com o desenvolvimento desenfreado desde a revolução industrial, são cada vez mais necessárias técnicas de preservação dos recursos naturais não renováveis que atendam os próprios preceitos sociais modernos que são a agilidade e a velocidade de circulação. Assim, nós, enquanto sociedade, precisamos de técnicas rápidas e com eficácia significativa após o curto período de aplicação. Partindo desse principio foram encontradas “dicas rápidas para salvar o planeta”, interessantes e úteis em nossa realidade.
A criação de bovinos é um dos maiores responsáveis pelo efeito estufa. O mau cheiro que eles exalam é metano, um gás inflamável e poluente. Além disso, a produção de carne vermelha demanda uma enorme quantidade de água pois cada 1 kg necessita de 200 litros de água potável e o mesmo quilo de frango consome 10 litros.
Um tanto inusitada, a idéia de consumir menos carne vermelha para diminuir o consumo de água é totalmente inovadora e eficiente. Unindo assim tudo que a sociedade precisa. Além do consumo de água por parte dos bovinos ser enorme eles também contribuem em grande parte para o efeito estufa e o desgaste dos solos, uma vez que a terra a qual os animais pisam adquire um aspecto vulgarmente chamado de “socada” não propiciando o escoamento natural da água e impedindo a sua infiltração e não permite desse modo a recuperação de algumas gramíneas que serviriam de alimento para esse mesmo gado que agora é obrigado a ser mudado de lugar que conseqüentemente vai ser destruído.
Já um ar-condicionado sujo representa 158 quilos de gás carbônico a mais na atmosfera por ano. Além dos 158 quilos a mais de gás carbônico na atmosfera, o mau uso de aparelhos como o ar-condicionado acarretam seriíssimos problemas para a saúde. A falta de limpeza nos sistemas de condicionamento de ar gera doenças como a bronquite e inúmeras alergias e desse modo faz com que sejam utilizadas ainda mais embalagens, no tratamento da doença.
A função de standby de um aparelho usa cerca de 15% a 40% da energia consumida quando ele está em uso. Segundo uma pesquisa realizada pela UNIFESP 64% dos entrevistados deixam todos os aparelhos de sua casa em standby, e assim pagam 6% a mais na sua conta de luz, sendo que esse dinheiro podia ser reutilizado de forma que servisse para comprar alimentos ou até mesmo para alguma doação. Vale lembrar que as usinas hidroelétricas não são livres de poluentes e que cada aparelho que fosse completamente desligado diminuiria o acúmulo de dejetos gerados pelas turbinas e assim a contaminação do meio ambiente pelo descarte desses materiais.
Cerca de 3% do metano que ajuda a causar o efeito estufa é gerado pelo lixo orgânico doméstico. Aprenda a fazer compostagem: além de reduzir o problema, você terá um jardim saudável e bonito. Muito eficiente na sua saúde e na do planeta as compostagens são um meio prático e rápido de economizar. Ao enterrar cascas e partes de alimentos eles viram adubo que fortifica e aumenta a fertilidade do solo que vai gerar agora muitos frutos com o dobro de nutrientes que poderá ser vendido ou consumido com muito mais intensidade.
Produzir papel reciclado consome de 70 a 90% menos energia do que o papel Comum. E poupa nossas florestas. Ao ofertar o uso de papel reciclado a sociedade brasileira cai num paradigma uma vez que é 5 reais mais caro por pacote de folha reciclado comprado. Dessa maneira é bem mais fácil pegar as folhas branquinha e mais baratas. São em casos como esse em que a necessidade de cuidar do planeta é sobreposta pela desvantagem econômica que o governo se faz ausente sem a implementação das velhas e boas políticas de subsidio as novas técnicas de preservação ambiental.
Nós enquanto sociedade capitalista, possuímos o defeito mais grave de todos acerca do consumo: consideramos a água um bem inesgotável e não medimos as gotas ao utilizá-la de forma a “esbanjar’ em todo o tipo de atividade que envolveria seu uso mínimo.
7 CONCLUSÃO
Com base nos dados coletados durante este estudo podemos concluir que viver em harmonia com o meio ambiente é uma questão de escolha, pois muitas medidas eficazes podem ser tomadas com pouco dinheiro e boa vontade. Evidenciamos também que é possível aliar conforto e sustentabilidade.
Toda grande mudança começa com um pequeno passo. Se a sociedade atual for capaz de pequenas reformas nos seus hábitos e residências essas pequenas ações tornar-se-ão grandiosas pelo volume de envolvidos, e finalmente estaremos fazendo algo de concreto pelo planeta em que vivemos, somente assim estaremos escolhendo os nossos caminhos.
O homem, como parte pertencente de um ecossistema não tem outra escolha se não preservá-lo para garantir sua sobrevivência. As mudanças para um planeta sustentável não estão apenas nas mãos de grandes industrias. Cabe a toda população o dever de cuidar do seu impacto ambiental e usar a sua voz.
8 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
SUPERINTERESSANTE, dezembro de 2007